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IGP-M: índice que corrige o aluguel dispara para 4,34% em setembro

30/09/2020

Com este resultado, alta acumulada é de 14,4% no ano e de 17,94% em 12 meses, aponta FGV.

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) teve alta de 4,34% em setembro, contra um avanço de 2,74% em agosto, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (29) 

Com este resultado, o índice já acumula alta de 14,4% no ano e de 17,94% em 12 meses, bem acima do índice de inflação oficial do país

Em setembro de 2019, o índice havia caído 0,01% e acumulava alta de 3,37% em 12 meses. 

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis. Ele sofre uma influência considerável das oscilações do dólar, além das cotações internacionais de produtos primários, como as commodities e metais. 

 

"Os três índices componentes do IGP-M registraram aceleração. O índice de preços ao produtor segue influenciado pela alta de grandes commodities, como a soja em grão que subiu 14,32% em setembro. No IPC, o destaque coube ao subgrupo recreação cuja a variação foi de 4,77%, sob influência de passagens aéreas que avançaram 23,74% nesta apuração. Por fim, no INCC destacam-se materiais e equipamentos, cujos os preços avançaram em média 2,97% no mês e 9,67% em 12 meses”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, acelerou a alta a 5,92% no mês, depois de subir 3,74% em agosto. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 2,98% para 5,99%, no mesmo período. A alta das Matérias-Primas Brutas chegou a 10,23% em setembro, de 6,93% no mês anterior. 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,64% em setembro contra 0,48% em agosto. 

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,15% em setembro, ante 0,82% no mês anterior. 

 Os economistas do mercado financeiro voltaram a estimar inflação acima de 2% para 2020 — algo que não acontecia desde o final de abril, segundo boletim Focus do Banco Central divulgado nesta segunda-feira. Para o IPCA, a estimativa agora é de uma alta de 2,05% no ano. A expectativa, porém, segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% em 2020.

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